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“Nunca saberás quão boa é a tua memória, até que tentes esquecer um grande amor.” |
Amanheceu. Ainda estava escuro, e eu não percebera as nuvens rosadas e laranjadas por trás das montanhas. Aos poucos o céu foi clareando. Passou da escuridão para um azul vibrante, decorado com algodão-doce no horizonte. Os pássaros cantavam entusiasticamente, saudando o astro-rei surgindo gloriosamente no firmamento. O dia nasceu feliz. A brisa fraca balançava a relva e espalhava o aroma doce de flores por todo o ambiente; ao passo que borboletas coloridas cintilavam sob os raios dourados. Tudo simples e perfeito. O sol foi subindo, diminuindo a sombra das árvores. Porém, mal deu tempo do clima esquentar. Tudo foi escurecendo. A tempestade formou-se, assustadora. A forte ventania arrancou folhas das árvores e espalhou entulho por todos os lados. A chuva caiu, varrendo tudo o que tinha de mais belo: flores, arbustos, grama... Tudo ficou destruído. Quando a turbulência passou, já havia anoitecido. A noite estava fria, escura e silenciosa. Não havia estrelas nem luar. Só eu, numa negra imensidão sem fim. Foi, então, que eu senti um perfume; o seu perfume. Meu coração, a muito parado, palpitou levemente. Surgiram pontinhos cintilantes no céu, a lua brilhou. Estrelas cadentes rasgaram a noite. Outra vez o céu estava prestes a clarear. Não! Não quero que isso nasça novamente em mim! Não. Deixar esse sentimento “amanhecer” outra vez em meu peito não seria uma boa idéia. Por mais que a manhã seja esplendorosa, o dia sempre acaba em tempestade, devastador. Meu coração prefere a noite: silenciosa, amena, estrelada, tranquila.
Shinning Star ✨

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