quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Simples e verdadeiramente feliz

Sabe, eu não quero muito. Não preciso de roupas caras, nem um carro importado, nem horas fazendo compras no shopping, nem os últimos lançamentos em tecnologia, muito menos de amizades falsas e promessas de amor furadas. Eu quero estrelas na minha janela à noite. Quero uma árvore de jasmim no meu jardim. Quero um dia de chuva em casa. Quero um dia de sol na praia. Quero borboletas nas minhas flores. Quero um amor verdadeiro na minha cama. Quero uma laranjeira no meu quintal. Quero um sabiá cantando no meu telhado. Quero desculpas sinceras. Quero um sítio com um igarapé gelado para ir aos domingos. Quero amigos de verdade para convidar para ir para esse meu sítio. Quero chorar de rir. Quero bons livros na minha estante. Quero plantas para regar. Quero uma árvore bem grande para fazer sombra para a minha rede. Eu quero o simples. Eu quero o verdadeiro. Porque é assim que eu vou ser feliz.

Shinning Star 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fieldade

Bob ficou confuso. Estava numa caixa escura e tudo sacudia. Parecia estar sendo transportado para algum lugar. Carlinhos, seu dono, estava planejando alguma brincadeira nova? Esperava que fosse; fazia tempo que Carlinhos não brincava com ele. Acelera. Freia. Dobra. Direita. Esquerda. Pára. Acelera. Buzina. Vira. Pára. A viagem demorou. Carlinhos desceu da moto e retirou Bob da caixa. Eles estavam numa avenida movimentada. Pelo tempo da viagem, estavam bem longe de casa. Bob olhou para Carlinhos e esperou a brincadeira começar, com o rabinho abanando de expectativa. Mas não houve brincadeira nenhuma. Carlinhos subiu na moto, mal reparando em seu amigo de anos fitando-o aos seus pés. Acelerou, ganhou velocidade e deixou Bob para trás. Ei! Não me deixa aqui, eu tenho medo! E Bob correu. Disparou pela avenida, insistindo em não abandonar seu melhor amigo. Alcançou a moto, latiu em protesto. Carlinhos o ignorou. A moto ainda ganhava velocidade. Os pulmões do Bob queimaram em protesto, não tendo a mesma potência do motor da moto. E o cãozinho foi parando, vencido pelo cansaço. Ficou parado, olhando o farol traseiro da moto do Carlinhos ficar cada vez mais distante, até sumir em uma esquina. Bob não entendeu muito bem o que houve. Será que o Carlinhos está aborrecido comigo? Ele não chorou, porque cachorros não choram. Mas, vendo o olhar triste que ele lançava ao fim da avenida, tenho certeza que choraria se pudesse. E ficou assim longos minutos, olhando os faróis que passavam e dobravam na esquina que Carlinhos dobrou, sem saber o que fazer. Então ele virou e voltou pelo caminho do qual veio, até o local exato onde Carlinhos o deixara. E esperou o dono voltar, como amigo fiel que era. E, pela sua inocência canina e fieldade, ele tinha certeza que Carlinhos voltaria. Enfrentou chuva, frio, sol. Só saía de lá para revirar o latão de lixo que tinha lá perto. E Carlinhos ainda não tinha voltado. Os cachorros daquele lugar estranho não gostavam muito de Bob. Em uma das brigas ocasionais por disputa de um saco de lixo "fresquinho", Bob correu para o meio da avenida. Um caminhão de carga o atingiu e lançou-lhe bem longe. Ele não morreu de imediato. Enquanto a morte lhe puxava lentamente com suas mãos geladas, ele olhava para a esquina distante onde Carlinhos dobrara dias atrás, talvez meses, ou anos - ele não sabia bem. Seu último pensamento foi a preocupação em desapontar Carlinhos quando este voltasse para buscá-lo e ele não estivesse mais lá. E os olhos do Bob ficaram parados, olhando para a esquina que ele já não via.


Shinning Star 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Retrato de dentro


Ela tem um sorriso de dentes certos e lábios rosados, quase carnudos. Pele branca, bochechas levemente rúbeas. Cabelos lisos e castanhos, caindo até o busto avantajado e bem desenhado. Ela tem um olhar um pouco cor-de-mel, um pouco verde-musgo; depende do sol. Um olhar do tipo que se você mirar por muito tempo acabará sendo puxado por ele - olhos de ressaca. Ela sempre fica em dúvida entre pintar as unhas de vermelho ou fazer francesinha. É que, dependendo do contexto, ela precisa ser fatal ou delicada. Ela tem todos os tipos de sentimentos dentro dela. Ou ela sente muito, ou não sente nada. E quase sempre não sabe por quem ela sente mais. Sonhadora demais; ela tem um mundo de fantasias e uma lista de objetivos. Mas é preguiçosa. Sempre oscilando entre menina e mulher. Cheia de defeitos, a única coisa que gostaria de mudar em si seria o coração; bondoso demais, sensível demais, grande demais, realista de menos. Ela sempre fica na defensiva e não demonstra que tem sentimentos, porque tem medo que descubram que eles se debatem no coração dela feito leões ferozes. Ela se recusa a admitir um sentimento até o último segundo, quando percebe que a pessoa que ela ama realmente vale a pena. Já perdeu muitos amores verdadeiros assim, fazendo-os esperar demais.  Criou uma barreira em torno dela, uma barreira de paus e pedras - e veneno - para proteger a alma sensível que ela tem. Por isso que ela parece durona, às vezes. É para se defender daqueles que querem entrar em seu coração só para machucá-lo. Ela é do tipo que te bate quando quer te abraçar. Se ela gosta de você, não consegue olhar nos seus olhos sem abaixar a cabeça, corar e esconder um risinho. Ela cuida das suas amizades como quem cuida dos próprios filhos; sempre se preocupando, advertindo, ajudando e se alegrando com cada sorriso de felicidade que desponta no rosto de cada um. Ela gosta de ser bajulada, mas nem pensa em correr atrás; é o orgulho em pessoa. Vive em TPM constante e, vez ou outra, desconta em alguma vítima indefesa. Ela tem a síndrome do "será-que-tem-alguém-entranho-comigo?". Está sempre analisando seu comportamento, desde seu olhar até sua respiração, para detectar qualquer mínimo detalhe que possa significar que você está chateado, mentindo, sendo irônico, aborrecido, conspirando, pensando em outra. Se ela estiver certa em algum desentendimento não considera a opção de pedir desculpas apenas para se entender com um amigo e tudo ficar bem - o orgulho de novo. E ela tem medo. Medo de tentar, de perder as pessoas que ama, de não realizar seus sonhos, de sofrer, de deixar as oportunidades passarem, de escolher errado... Mas, acima de tudo, ela tem medo de ficar sozinha, mesmo que seja orgulhosa demais para mostrar que precisa de você.

Shinning Star 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Do outro lado da tarde



Sim, deve ter havido uma primeira vez, embora eu não lembre dela, assim como não lembro das outras vezes, também primeiras, logo depois dessa em que nos encontramos completamente despreparados para esse encontro. E digo despreparados porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você. Certamente houve, porque tenho a vaga lembrança - e todas as lembranças são vagas, agora -, houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo em que passávamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo sem você eu lembro. Depois, aquela primeira vez e logo após outras e mais outras, tudo nos conduzindo apenas para aquele momento. Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. E foi essa coisa que me levou há pouco até a janela onde percebi que chovia e, difusamente, através das gotas de chuva, fiquei vendo uma roda-gigante. Absurdamente. Uma roda-gigante. Porque não se vive mais em lugares onde existam rodas-gigantes. Porque também as rodas-gigantes talvez nem existam mais. Mas foram essas duas coisas - a chuva e a roda-gigante -, foram essas duas coisas que de repente fizeram com que algum mecanismo se desarticulasse dentro de mim para que eu não conseguisse ultrapassar aquele momento. De repente, eu não consegui ir adiante. E precisava: sempre se precisa ir além de qualquer palavra ou de qualquer gesto. Mas de repente não havia depois: eu estava parado à beira da janela enquanto lembranças obscuras começavam a se desenrolar. Era dessas lembranças que eu queria te dizer. Tentei organizá-las, imaginando que construindo uma organização conseguisse, de certa forma, amenizar o que acontecia, e que eu não sabia se terminaria amargamente - tentei organizá-las para evitar o amargo, digamos assim. Então tentei dar uma ordem cronológica aos fatos: primeiro, quando e como nos conhecemos - logo a seguir, a maneira como esse conhecimento se desenrolou até chegar no ponto em que eu queria, e que era o fim, embora até hoje eu me pergunte se foi realmente um fim. Mas não consegui. Não era possível organizar aqueles fatos, assim como não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos. Durante todo o tempo em que pensei, sabia apenas que você vinha todas as tardes, antes. Era tão natural você vir que eu nem sequer esperava ou construía pequenas surpresas para te receber. Não construía nada - sabia o tempo todo disso -, assim como sabia que você vinha completamente em branco para qualquer palavra que fosse dita ou qualquer ato que fosse feito. E muitas vezes, nada era dito ou feito, e nós não nos frustrávamos porque não esperávamos mesmo, realmente, nada. Disso eu sabia o tempo todo. E era sempre de tarde quando nos encontrávamos. Até aquela vez que fomos ao parque de diversões, e também disso eu lembro difusamente. O pensamento só começa a tornar-se claro quando subimos na roda-gigante: desde a infância que não andávamos de roda-gigante. Tanto tempo, suponho, que chegamos a comprar pipocas ou coisas assim. Éramos só nós depois na roda gigante. Você tinha medo: quando chegávamos lá em cima, você tinha um medo engraçado e subitamente agarrava meu braço como se eu não estivesse tão desamparado quanto você. Conversávamos pouco, ou não conversávamos nada - pelo menos antes disso nenhuma frase minha ou sua ficou: bastavam coisas assim como o seu medo ou o meu medo, o meu braço ou o seu braço. Coisas assim. Foi então que, bem lá em cima, a roda-gigante parou. Havia uma porção de luzes que de repente se apagaram - e a roda-gigante parou. Ouvimos lá de baixo uma voz dizer que as luzes tinham apagado. Esperamos. Acho que comemos pipocas enquanto esperamos. Mas de repente começou a chover: lembro que seu cabelo ficou todo molhado, e as gotas escorriam pelo seu rosto exatamente como se você chorasse. Você jogou fora as pipocas e ficamos lá em cima: o seu cabelo molhado, a chuva fina, as luzes apagadas. Não sei se chegamos a nos abraçar, mas sei que falamos. Não havia nada para fazer lá em cima, a não ser falar. E nós tínhamos tão pouca experiência disso que falamos e falamos durante muito e muito tempo, e entre inúmeras coisas sem importância você disse que me amava, ou eu disse que te amava - ou talvez os dois tivéssemos dito, da mesma forma como falamos da chuva e de outras coisas pequenas, bobas, insignificantes. Porque nada modificaria os nossos roteiros. Talvez você tenha me chamado de fatalista, porque eu disse todas as coisas, assim como acredito que você tenha dito todas as coisas - ou pelo menos as que tínhamos no momento. Depois de não sei quanto tempo, as luzes se acenderam, a roda-gigante concluiu a volta e um homem abriu um portãozinho de ferro para que saíssemos. Lembro tão bem, e é tão fácil lembrar: a mão do homem abrindo o portãozinho de ferro para que nós saíssemos. Depois eu vi o seu cabelo molhado, e ao mesmo tempo você viu o meu cabelo molhado, e ao mesmo tempo ainda dissemos um para o outro que precisávamos ter muito cuidado com cabelos molhados, e pensamos vagamente em secá-los, mas continuava a chover. Estávamos tão molhados que era absurdo pensar em sairmos da chuva. Às vezes, penso se não cheguei a estender uma das mãos para afastar o cabelo molhado da sua testa, mas depois acho que não cheguei a fazer nenhum movimento, embora talvez tenha pensado. Não consigo ver mais que isso: essa é a lembrança. Além dela, nós conversamos durante muito tempo na chuva, até que ela parasse, e quando ela parou você foi embora. Além disso, não consigo lembrar mais nada, embora tente desesperadamente acrescentar mais um detalhe, mas sei perfeitamente quando uma lembrança começa a deixar de ser uma lembrança para se tornar uma imaginação. Talvez se eu contasse a alguém acrescentasse ou valorizasse algum detalhe, assim como quem escreve uma história e procura ser interessante - seria bonito dizer, por exemplo, que eu sequei lentamente seus cabelos. Ou que as ruas e as árvores ficaram novas, lavadas depois da chuva. Mas não direi nada a ninguém. E quando penso, não consigo pensar construidamente, acho que ninguém consegue. Mas nada disso tem nenhuma importância, o que eu queria te dizer é que chegando na janela, há pouco, vi a chuva caindo e, atrás da chuva, difusamente, uma roda-gigante. E que então pensei numas tardes em que você sempre vinha, e numa tarde em especial, não sei quanto tempo faz, e que depois de pensar nessa tarde e nessa chuva e nessa roda-gigante, uma frase ficou rodando nítida e quase dura no meu pensamento. Qualquer coisa assim: depois daquela nossa conversa - depois daquela nossa conversa na chuva, você nunca mais me procurou.

Caio Fernando de Abreu

terça-feira, 19 de julho de 2011

Amor de verão

Pôr-do-sol mais que perfeito. Cheiro do mar, gosto do mar, som do mar. Deitados na areia ainda molhada, estavam procurando a primeira estrela da noite; em meio a nuvens de algodão-doce rosa. Aos poucos, o céu foi ficando pontilhado, cintilante. A lua apareceu no horizonte, sorridente e maliciosa. Conheceram-se naquela praia mesmo, no mesmo verão. Se olharam e surgiu aquele magnetismo. O que um sentia pelo outro não era amor, talvez nem paixão - ainda. Era vontade de ficar junto, gostar de estar perto. E eles passaram a noite assim. Pularam ondas, rolaram na areia, cataram conchinhas, fizeram castelos de areia. E se amaram. Beijo com areia, salgado, com vontade. Um pouco antes do amanhecer eles viram uma estrela cadente. Cada um fez, secretamente, um pedido: ela pediu um amor verdadeiro e ele queria a felicidade plena - não muito longe de serem realizados. Eles viram o sol despontar no leste, manchando o oceano de vermelho. Andaram na beira do mar, com os pés na espuma salgada e afundando na areia. Trocaram o número de telefone e se despediram. Rumos distintos. As férias acabaram com gosto diferente. A vida não voltou a ser tão normal. Ele sempre comparava as moças que encontrava por aí com ela. Ela sempre pensava nele quando repousava a cabeça no travesseiro. Mas não mantiveram contato. Foi só um amor de verão. Agora, tão longe um do outro, melhor não se apegar. Essas paixõezinhas duram enquanto durarem as férias, a curtição. Tudo efêmero. Mas dessa vez foi diferente. Foi como as ondas do mar. Elas te levam, te arrastam para longe. Mas te trazem de volta, te puxam para o lugar onde você estava. E nem sempre você é forte o bastante para resistir. Amores de verão não são assim. No verão seguinte, um ainda marcava presença na memória do outro. Voltaram para a mesma praia, no mesmo dia - não coincidentemente. Olhar atento, na procura secreta daquele rosto quase esquecido de um verão atrás. E quando aqueles olhos se encontraram foi revelador. Ela descobriu que era ele o amor verdadeiro que ela procurava. E ele percebeu que estava nela a felicidade que ele queria. Estrela cadente mais que competente na realização de pedidos. Um sorriso, um abraço, um beijo, um sentimento. Combinaram-se como o azul do mar combina com o azul do céu. E começaram um novo amor de verão, outono, inverno, primavera.

Shinning Star 

sábado, 2 de julho de 2011

Tardes de julho

Sinto falta do barulho do vento nas folhas daquela árvore enorme, no jardim da minha avó. Deitada na grama, eu contava as folhas secas que caíam, dançando. Céu azul vibrante. Via mil e um desenhos diferentes nas nuvens. O brilho metálico dos beija-flores enfeitava o jardim, juntamente com as flores que eles beijavam. Eu gostava do aroma de café preto que invadia o ambiente; a vizinha fazia todas as tardes. Contava as pipas no céu, elas sempre estavam por lá nessa época do ano. As tardes eram quentes, mas com um vento que trazia consigo toda a paz que eu poderia precisar. E eu ficava assim, pensando na vida, até as primeiras estrelas cintilarem lá em cima. Agora aquela árvore não está mais lá. Não tem mais grama, nem sombra, nem folhas caindo. Eu não reparo mais no desenho das nuvens. Não tenho tempo de contar quantas pipas brincam no céu azul. Nem sei se a vizinha ainda faz café preto às tardes. Quantos anos eu tinha? Sete. Nove, talvez. Tudo parece tão simples, mas eu queria muito ter isso de novo. Mas o tempo não volta; o que volta é a vontade de voltar no tempo.

Shinning Star 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Canceriana(mente)

Mulheres já são complicadas. Mulheres cancerianas são mais complicadas ainda. Choronas, teimosas, sensíveis, rancorosas, românticas, vingativas, ciumentas, intensas, sonhadoras, instáveis e sensuais. Se você não entende o coração de uma canceriana não se preocupe, ela também não entende. Quando amam, amam intensa e verdadeiramente. Mas, quando o cupido está de férias, a indecisão domina a pobre menina. Ela acorda pensando em um, dorme gostando do outro e sonha com aquele vizinho gatinho. Nessas situações é bem improvável que ela tome alguma decisão. Isso só se resolve quando algum príncipe encantado (ou um canalha qualquer) chega e rouba o coração dela. Então, cuidado. Se você ainda não conquistou completamente a sua amada canceriana, e ela falar que te ama, não acredite. As cancerianas  iludem tanto quanto são iludidas. Vivem no passado, idealizando o futuro. Criam um mundo inteiro de situações e relacionamentos, e vivem nele antes de dormir. São possessivas. Sentem-se mães das suas amigas e não traem a amizade por nada. Falando em traição, tá aí uma coisa que elas não esquecem. Podem perdoar até, mas esquecer nunca. Ahh, se você já traiu uma canceriana e ela te perdoou, cuidado. Você pode estar colecionando pares e pares de chifres. Primeiro, elas sofrem com o coração partido, rancoroso; depois elas partem o seu. Nada pessoal. É que elas adoram uma vingança, é tão doce. Cancerianas são meigas, carinhosas e até angelicais. Mas você nunca imagina a malícia, a crueldade e a sensualidade por trás de uma canceriana. Não se deixem levar pelo sorriso fofinho que elas têm. Olhe nos olhos delas; eles dizem o que você precisa saber. Ou não.

Shinning Star 

domingo, 22 de maio de 2011

Desamando

Não olho nos teus olhos; mesmo que eu queira encará-los até desvendar-te a alma. Quando meus olhos encontram os teus eu sinto como se eles mergulhassem em você, para um universo infinito onde eu me perderia. Procuro não ficar perto de ti; a vontade de abraçar-te é quase insuportável. Teu cheiro de Kaiak Pulse me invade por dentro, como uma toxina que me amortece os sentidos. E quando te abraço tenho que sair correndo; teu toque me paralisa a cada segundo e o tempo para dentro do teu abraço. Mal posso sorrir pra ti também; meu sorriso, aliado ao meu olhar cintilante ao te ver, faz com que eu sinta que meu corpo está brilhando de euforia. O tempo todo preciso me conter perto de ti. Será que ninguém percebe? Você percebe? Porque é sempre assim. Meu corpo foge do que meu coração não consegue fugir. Mas eu procuro me libertar desse sentimento, porque eu te tenho só na minha mente. Vou te soltando aos poucos. Bem aos poucos. Quase parando.

 
Shinning Star 

sábado, 14 de maio de 2011

Menina moça

E essa menina, hein? Nunca li esse livro, mas já vi a capa. Ela tem um rosto angelical, com pele de porcelana bronzeada. E o olhar dela? Parece que tem ela tem o Universo inteiro nos olhos - escuro, mas com o brilho das galáxias e super novas. E ela tem um sorriso jovem, sincero e feliz, daqueles escancarados; combina bem com aqueles cachos fofinhos dançando no vento. Ela parece uma bailarina meiga e delicada, mas tem o cabelo solto e sem jeito pra dançar. Parece que ela é a aurora em pessoa, vez em quando o pôr-do-sol, mas sempre irradiando uma luz cor-de-rosa. Ele fica todo sem jeito perto dela. Os olhos dele cintilam ao encontrar os dela. Ele fica encantado com aquele jeito dela sorrir. E nem se importa se ela tem ou não as curvas no lugar. Só a graça dela é o suficiente para que ele a ame. E ele ama muito; sempre vai ser assim.

Shinning Star 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

"Sonho parece verdade...

Meus pés estavam acostumados com a maciez das nuvens. Colocá-los no chão não foi nada agradável. Mas tive que fazê-lo. Eu tenho o costume de procurar saber demais e descobrir o que não quero. Mas, mesmo assim, continuo praticando essa tortura sempre que posso. Dessa vez, a queda foi feia. Bem feito! Quem mandou eu voar muito alto? Incrível como eu sempre encontro um jeito de decolar de novo e voar mais alto ainda. Será que dessa vez eu me machuquei o suficiente pra ficar comportadinha em terra firme? O problema é que o céu é encantador demais. Bem que eu poderia ficar voando para sempre; seria bem legal, mais cômodo, sem lágrimas, sem quedas. Tá, mas ficar só voando e deixar de viver não rola. E eu não posso esquecer de acordar, vai que o sonho parece verdade...


Shinning Star 

domingo, 1 de maio de 2011

Sobre o amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Levante e sorria


Tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha um sentimento no meio do caminho. Tinha uma lágrima no meio do caminho. Não importa o obstáculo, contorne-o. Não importa o quanto seja difícil seguir em frente; não pare e fique olhando para trás, para o caminho percorrido. Passou. Olhe para frente. Não se atrapalhe com o que não pode ser mudado, porque você vai acabar esquecendo de colorir a parte que ainda está por vir da sua vida. O céu nem sempre está azul; tempestades acontecem, mas o arco-íris é lindo. Sempre podemos tirar algo bom do que nos aconteceu de ruim. No mínimo aprenderemos com os nossos erros e estaremos mais preparados para o próximo temporal. O caminho pode ser tortuoso e cheio de pedras. Porém você não pode cair e ficar sentado no chão, chorando. Se você não levantar, respirar fundo e seguir em frente, nunca chegará no final do caminho. E pode ter certeza que a chegada vai valer a pena.

Shinning Star 

domingo, 24 de abril de 2011

Faça-me cair de amores. Você consegue?


O mar do meu coração está calmo. Mas era bem melhor quando as ondas desenhavam a areia com espuma. Tudo está tão sem graça. Não sinto ciúmes, não brigo, não faço chantagem emocional. E não é culpa minha. Não importa o quanto tentem me conquistar, ainda não encontrei aquele que seja capaz de me fazer cair de amores. Aham, é isso mesmo que eu quero, cair de amores - e cair feio. Quero acordar pensando em alguém, ter com quem me preocupar. Quero alguém pra dormir de conchinha numa noite de chuva. Quero que o meu peito doa de saudade quando ele não estiver perto de mim. Quero imaginar mil poemas de amor, e depois perceber o quanto eram bobinhos (claro, eram de amor). Quero sentir aquele frio na barriga quando encontrá-lo por acaso na rua. Quero ficar vermelha quando receber aquele cartão de aniversário de namoro, junto com rosas vermelhas. Quero ficar sem jeito quando ele me olhar, que minhas pernas tremam quando ele disser eu te amo. Quero ficar falando dele o dia inteiro para as minhas amigas, até que elas me mandem calar a boca. Quero que um abraço dele seja o suficiente para abastecer a felicidade do meu coração pelo resto do dia. Quero chorar quando nós brigarmos. Quero deitar no peito dele e escutar cada batida do seu coração. E quero que esse coração bata por mim.

Shinning Star 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O que você faria se soubesse?


O que você faria se soubesse o que sinto por você? O que faria se lesse meus pensamentos? O que faria se soubesse que eu quase posso sentir teu perfume quando falo com você no telefone? E se você ao menos sonhasse que meu maior sonho é você? E se descobrisse que, a cada vez que teus olhos encontram os meus, eu tenho vontade de te dar um abraço-de-urso e me declarar ao pé do teu ouvido? E se você tivesse ideia de quantas vezes eu já imaginei nós dois sentados em uma varanda, vendo nossos netos brincarem? E se soubesse que eu passei os últimos anos da minha vida te amando em silêncio, vendo você ser feliz? Eu sei bem o que você faria. Nada.

Shinning Star 

domingo, 17 de abril de 2011

Efeito borboleta

Liguei o chuveiro. A água esfriou meus pensamentos, depois de um dia cansativo. Comecei a refletir sobre várias coisas importantes da minha vida. Pensei em você. Voltei alguns anos no tempo; lá, onde tudo começou. Estava tudo indo bem. Mas acabou não dando certo. Eu sempre te culpei por isso. Mas, com a água fria levando embora a minha insensatez, eu percebi uma coisa: a culpa foi minha. Era um dia normal, humor normal, conversas normais, sentimentos normais. Até eu dizer aquela frase, que também parecia normal. Você riu. Eu ri. Ela riu. Foi uma frase tão boba e engraçada que pareceu insignificante. E foi, por um tempo. Mas as consequências foram crescendo e se acumulando, tal qual uma bola de neve. E desabou sobre mim feito o céu. Nunca imaginei que a minha vida pudesse mudar tanto e por algo tão simples. Hoje eu estou sem você. O meu presente se resume a um ponto do caminho; onde eu parei e virei de costas, olhando pro passado, pra você. Imagino como estaríamos hoje se tivesse dado certo. Imagino o que eu deveria ter feito pra me tatuar no teu coração. Mas fica só na imaginação mesmo. Quando acordo a vida é bem diferente. É claro que eu não tinha a intenção de jogar pela janela a minha felicidade. Mas, assim como o simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão no outro lado do mundo, aquele comentário inocente causou um furacão enorme na minha vida. Destruiu tudo o que nós estávamos construindo, levou embora meus sonhos. E agora eu estou vazia; porque é só você que me preenche.

Shinning Star 

sábado, 16 de abril de 2011

Sobra tanta falta


Não foi fácil no início. Eu chegava em casa e logo te procurava. Mas tudo estava tão vazio quanto minha alma está agora. Meu coração reclama por não ter mais teu calor no meu peito. Quando eu entrava no quarto você estava lá, me esperando. Ahh... Eu te amo tanto. E agora? Quem vai segurar minhas lágrimas quando ninguém mais consegue? Quem vai me fazer aquele carinho que é só seu? Quem vai dormir no meu colo? Com quem vou me preocupar quando não estiver em casa? Eu já chorei tanto. Por que Deus te tirou de mim? No fundo, sinto que você pode voltar a qualquer momento. Mas eu sei que a realidade é diferente. Não sei onde você está, ou se ainda existe, mas espero que esteja bem.

Ao Ed.


Shinning Star 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A vida é agora

Quantas vezes você deixou de dizer sim com medo de sofrer? Quantos sorrisos deixou de dar por alguém que lhe magoou? Quantas vezes deixou pra começar a dieta na outra segunda-feira e nunca a começou? Quantos amores deixou de descobrir por ficar esperando aquele amor que não te corresponde? Quantas vezes você prometeu que ia acordar cedo e sempre dormia quase na hora de acordar? Quantas vezes você fez um horário de estudos e não cumpriu até o final? Quantas noites deixou de contar estrelas porque trabalhou o dia inteiro e só pensava em dormir? A vida é só uma. Diga sim; no mínimo você pode sofrer e ficar mais forte. Sorria, mesmo que seu coração chore; o seu sorriso pode mudar o dia de alguém. Se você prometeu fazer uma dieta, faça; como você pode ser capaz de cumprir o que promete aos outros se não consegue cumprir suas próprias promessas? Não feche a porta do seu coração e entregue a chave pra aquele que não tem o interesse de entrar; deixe a porta aberta, se alguém quiser entrar estará disposto a te fazer feliz. Não acorde tarde, isso é viver a vida pela metade, é ter menos tempo para realizar seus sonhos. Estudar pode ser chato, mas não passar no vestibular ou ser reprovado em uma disciplina pode custar anos perdidos da sua vida. Olhar estrelas pode parecer simples. Porém, daqui a alguns anos, elas estarão totalmente ofuscadas por luzes e poluição. Então, você terá que contar para os seus filhos e netos como era lindo o céu estrelado e como você deitava na grama e fazia pedidos quando as estrelas cadentes rasgavam a noite.

Shinning Star 

domingo, 3 de abril de 2011

Viva e aprenda

Nesses breves dezessete anos aprendi 4 coisas:
1)    Não existe e nunca existirá um homem totalmente fiel, em todos os sentidos da fieldade - homens, me perdoem, mas isso faz parte do instinto masculino, infelizmente.
2)    É mais fácil ganhar na loteria do que ter um verdadeiro amigo.
3) O amor romântico não existe, apenas o amor científico – aquele conjunto de hormônios e neurotransmissores que, associados aos instintos de perpetuação da espécie humana, geram uma atração física entre um casal.
4)    Todo amor impossível é infinito até o momento em que ele se torna possível.

Shinning Star 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Se não dói não é paixão


Meu peito ardia. Coração descompassado, numa espécie de desespero. Uma espada parecia me atravessar. O frio queimava minha barriga. Borboletas no estômago. Mãos geladas, pernas tremendo. Meu sistema nervoso estava em frangalhos. Aii celular que não toca!!! Deitei na cama. Queria relaxar, dormir um pouco e esquecer tudo aquilo. Inútil. Com o ventilador ligado tudo estava gélido. Mas bastava desligá-lo para o ambiente queimar ao meu redor. O quarto estava em um silêncio gritante. E o celular toca. Dei um pulo enorme. Não sei bem se foi pelo susto ou pelo fato em si, mas parecia que eu ia ter um ataque de nervos. Se apaixonar não é fácil. Não sou muito fã dessa tensão. Por favor, alguém tem um remédio pra paixão?

Shinning Star 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Lágrimas, apenas

Aquelas foram as piores palavras que já ouvi na vida. Cada uma delas passava rasgando o meu coração. Não eram xingamentos, nem foram ditas em tom ruim. Eram apenas verdades, as piores que alguém poderia me dizer. As piores que você poderia me dizer. Um buraco foi abrindo no meu peito. Talvez um soco no estômago fosse menos doloroso. A tristeza explodiu, queimou-me por dentro e parou na garganta. Por fora, eu era serenidade e sorriso. Porém, bastava que você me olhasse e veria. Mesmo que não estivesse derramando lágrimas dos meus olhos, eles olhavam feito lágrimas. E eu tive que ficar assim por horas. Entrei na sala de aula, sentei e fiquei lá, parada, longe em pensamentos. O que eu sentia só foi crescendo, piorando, me matando. E eu tinha que esconder. Quando a aula acabou, o céu estava traduzindo minha alma - nublado, frio, tempestuoso. Eu só queria chegar em casa, me trancar no quarto e derramar aquela dor. O caminho de volta parecia mais longo que nunca. As gotas d’água já lavavam meu rosto, abraçando as lágrimas que fugiam desesperadas. Não lembro que horas eu dormi. Só sei que ainda doía bastante quando acordei. Dessa vez, cantar e gritar não foi o suficiente pra desfazer o nó na garganta. As lágrimas não se foram com a chuva, só acumularam no travesseiro. Fiquei assim, vazia; cheia de dor.

Shinning Star 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sementimento

O amor pode ser comparado a semente, que só cresce quando encontra as condições apropriadas.
Aquela semente germinou discreta no meu peito. Não sei quem plantou, só sei que agradeço. No início, cresceu por si só. Quando me dei conta, já estava grande demais. Uma plantinha tão linda e cheia de espinhos. Bem que você poderia cuidar dela. E só você podia. Mas ela passou despercebida aos teus olhos. E foi crescendo; morta, quase vivendo. Criou raíz no meu coração. Mal cabia aqui dentro. Então, você passou a regá-la e podá-la. Agora é toda sua. Está cheia de flores lindas. Ela só dará bons frutos se você cuidá-la bem. E só isso basta.



Shinning Star 

terça-feira, 8 de março de 2011

Passado não passa

O que aconteceu com a gente? Era tudo tão perfeito, lindo, especial. Você era o meu coração inteiro. Tudo se encaixava muito bem. Agora, teu cheiro único está quase fugindo da minha memória. Tua voz de eu te amo ecoa fraca em minha mente. O tempo não me ensinou a te esquecer. Talvez aquele amor tenha ido embora, só deixando o que vivemos de bom – e isso basta para que meus pensamentos viajem à você. Tudo acabou aos poucos. Você me consumiu lentamente. Virei as costas e parti, sem olhar pra trás – puro amor-próprio. Sem arrependimentos. E não é que eu esteja mal agora. É que me lembro daquele tempo em que dormíamos de conchinha, e era tão bom... E te abraçar como quem abraça um ursão de pelúcia... E te escutar dizer todos os dias que me amava... Eu não quero voltar para esse passado. Só quero voltar pros teus braços e amar-te novamente. Sentir aquele frio na barriga, a expectativa de te ver, assistir filme abraçadinho, elogiar aquele jantar que você mesmo fazia pra mim. Não quero voltar no tempo, para aquele amor infantil. Quero construir a nossa felicidade, nossos sonhos, nosso amor. Quero deitar no teu colo, só ouvindo tua respiração. E não precisa dizer nada, pois a presença um do outro basta. Quero construir algo novo, melhor. Mas eu quero que tudo seja do meu jeito.

Shinning Star 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cuidado, conteúdo explosivo!

Não nos subestime. Podemos te matar, te mandar pro inferno, te procurar e te matar de novo.

Tendência Para Matar ou Tensão Pré-Massacre ou Tendências a Pontapés e Murros, mais conhecida como TPM, é uma grave doença mental que atinge mulheres de todas as idades. Os sintomas variam. Ataques epiléticos, delírios, fúria repentina, crises psicopatas, depressão, transtorno bipolar, alucinações, conclusões precipitadas, ansiedade, disfuncionamento social crônico, etc e etc. Estar na presença de uma mulher com TPM (eu, por exemplo), pode significar alto risco para a saúde. Nunca critique sua aparência, não faça piadas sem-graça (ou qualquer outro tipo de piada), não pergunte se ela está estressada, não pergunte como foi o dia dela, não se esqueça de ser gentil (lê-se capacho), não diga que ela está com TPM, nem sequer pense isso, ela saberá. E cuidado se ela te fizer perguntas. Um único segundo pensando na resposta pode ser o último da sua vida. Um questionário do tipo “Você me ama?”, “Como essa roupa ficou em mim?”, “Ela é mais bonita que eu?”, “O que você faria se eu morresse?”, “Por que você está me olhando assim?” pode ser o início do fim. A melhor coisa a fazer é responder imediata e carinhosamente. Mas você ainda pode ser mais azarento. Se ela te perguntar “Eu estou gorda?” você morrerá, independentemente do que responder. Nada que você responda é considerado certo ou seguro. Você pode falar algo do tipo “Claro que não, querida. Você é perfeita!”. Mas, se isso não funcionar (e não vai funcionar), é melhor você se matar antes que ela te mate (ela sempre vai te matar antes). E cuidado com gestos simples e insignificantes. Só o fato de você respirar, piscar ou sorrir pode causar uma crise de choro compulsivo. Por isso, quando uma mulher estiver com TPM, corra. Não olhe pra trás. Fique o mais longe que puder. Tenha amor à vida. E, a nível de informação, eu estou muito bem incluída nisso... Sendo assim, vocês estão avisados. Quando nós, mulheres, estivermos naqueles dias, Tocou, Perguntou, Morreu.


Shinning Star 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu pergunto, tempo responde

Eu amo. Amo mesmo. Sou o tipo de mulher que ama muito, mas que não dá tudo de si por um amor. Ele não gosta de mim? Não é o último homem do mundo. Ponto e acabou. E eu não o culpo. Ninguém é obrigado a ficar com alguém só porque essa pessoa gosta de você. Sei bem disso. Dizer
não a alguém que te ama muito não é nada legal. Mas é o certo, quando não se pode corresponder esse amor. Eu já disse muitos nãos. Nenhum deles foi fácil de dizer. Mas sabe o que dói mais ao dizê-los? O fato de que eu agrado a tantos, mas nenhum deles é você. É como estar sufocada na solidão da tua ausência. Então o alicerce do meu coração falha. Toda aquela segurança do início do texto desaparece. De todos eles, por que não você? A vida gosta de dificultar as coisas. Talvez porque quanto mais longo e tortuoso o caminho, mais prazeroso é o descanso no final. Não é nem um pouco difícil conquistar os corações alheios. Na verdade, é tudo sem querer. E por que, sem querer, eu não conquisto você? Acho que é porque eu tento te conquistar, tentando parecer sempre melhor do que eu sou. Eis o problema. Se eu conquisto os outros sendo eu mesma, deveria ser eu mesma ao conquistar você. Mas isso é difícil quando um olhar e um sorriso gentil balançam minhas pernas e apagam qualquer pensamento meu. Mas sempre há uma vírgula nessa história. Posso até não mandar no meu coração, mas mando na minha vida. Respiro fundo. Conto até três. Deixo-te de lado por um tempo. Por um tempo.

Shinning Star