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| Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigado e triste, e triste e fatigada eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, e alma de sonhos povoada eu tinha. E paramos de súbito na estrada da vida: longos anos, presa à minha a tua mão, a vista deslumbrada tive da luz que teu olhar continha. Hoje segues de novo. Na partida nem o pranto os teus olhos umedece, nem te comove a dor da despedida. E eu, solitária, volto a face, e tremo, vendo o teu vulto que desaparece na extrema curva do caminho extremo. (Olavo Bilac) |
Tudo começou inesperadamente. Aquele sentimento cresceu discreto, como as primeiras flores da primavera. No início, ela não queria admitir. O seu coração estava abandonando aquele que ela acreditava ser o amor da sua vida, e dando espaço a um novo sentimento. Seria possível? Tão possível quanto intenso. Conforme o tempo passava, aquilo crescia dentro dela tão rapidamente que toda a sua vida se atropelou. Ahh! Que o outro se dane. Um novo amor é bom para renovar a alma. E aconteceu. Rápido. Forte. Bonito. Parecia um sonho. Mas ele acordou e partiu. Ela continuou dormindo. Ao invés de sonhos, passou a ter pesadelos – de frio, dor, solidão. Porém, o tempo revela o caminho certo. O que é melhor para mim? Esquecê-lo. Um dia ele voltou. Ela disse não. E foi assim muitas vezes. Um dia eu te amei. Passado. Estas palavras saíam ásperas pela garganta dela, mas precisavam ser ditas. A cada sílaba, seu Coração rebatia-se e protestava: Não! Não é isso que eu sinto, nem o que quero. Porém, ele não entende o que a Razão faz para evitar sofrimentos causados pela Emoção. Quando a gente sabe qual a decisão mais certa a ser tomada, não importa o quão difícil e doloroso vai ser no início, e sim a dor maior a ser evitada no final. Assim ela vai levando a vida: coração gritando o que a boca não pode dizer.
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